LOLLA: A minha experiência no Lollapalooza 2014 (LADO BOM)

Já falei o que eu tinha que falar mal do Lollapalooza 2014, agora vem a parte que interessa (ou deveria interessar a todo mundo) principalmente pra quem não foi: a parte boa. Desculpa se esse post ficar um pouco grande mas é como já falei no outro post, amei demais o festival e o que presenciei e vi lá.

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O espaço.

Falei mal do Autódromo mas uma coisa boa foi a distribuição do palcos de um jeito que não se dava pra ouvir sons paralelos. Festival com palcos paralelos, aqui no Brasil, sofre horrores com isso mas esse ano conseguiram melhorar e muito isso, na verdade erradicaram esse problema.

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Outra coisa, as atividades paralelas como pista de patins, a conhecida roda gigante, lounges com wi-fi e sombra, infláveis tudo isso estava incrivelmente demais. Eu não consegui aproveitar isso por ter shows demais que eu necessitava ver no sábado, mas chegando mais cedo ou deixando de ver algum show dá pra aproveitar tudo isso.

A Comida.

Pela primeira vez “perderam” tempo com a comida. Em festival é assim: besterias o dia inteiro apenas pra aguentar firme.

Mas esse ano criaram todo um espaço com diversas comidas, além de food trucks e barracas com coisas mais rápidas. Essas barracas, concordo, tinham preços abusivos como Pipoca à R$ 9,00, porém o Chef’s Stage com comidas diferentes do japa ao árabe, e os carros de comida, estavam com preços normais de R$ 12 à 28,00. Achei justo e válido pois as comida eram boas, o único problema eram as filas.

Uma coisa boa desse espaço é que você não precisa se preocupar em levar besteiras de casa, e comer lá. É só se programar, guardar uma hora do dia pra se alimentar e repor as forças. Comi um X-Picanha e achei simples mas bom por R$ 12,00. Na hora da comida tem que ir com o seguinte pensamento: estou em um evento público e gigantesco, não adianta se lotar de comida e depois no meio do show favorito passar mal. Pegue leve e saiba que sempre, sempre terá fila.

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As bebidas eram caras, isso todo mundo concorda, porém tínhamos a praticidade de ir nos bares ou comprar com ambulantes que ficavam andando por todo o evento. uma parte ruim é que todos os ambulantes (até os que vendiam batatas e comida árabe) só aceitavam dinheiro, quer dizer que as fichas que tínhamos não aceitavam.

As atrações.

Percebi que esse ano colocaram muitas bandas novas e antigas. Bandas como Capital Cities ou Lorde possuem apenas um CD lançado, enquanto New Order e Soundgarden são macacos velhos, o New Order por exemplo é da época dos meus pais.

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Fotos: IHateFlash

E achei que tinham estilos mais tradicionais de indie rock, alguns mais sintetizados e com grande influência e mistura do eletrônico, e muita banda com batidas fortes e fora dos padrões de formação.

Confesso que no começo, quando soltaram o lineup eu não curti, achei meio sonso. Me enganei, escolheram bandas que muita gente sentia vontade de ver, banda que aparentava não ser grande coisa mas que mudou toda essa ideia.

Os shows.

A parte mais importante e a mais comentada, não posso falar de todos os shows. Falarei apenas dos show que vi, ao vivo ou no youtube ontem.

Capital Cities – essa banda novinha comecei a ouvir por causa do Lolla. Nunca tinha ouvido nem falar, ouvi tanta música no último mês que até baixei o cd deles. Como falaram no show eles me lembram um pouco de Daft Punk, não tanto eletrônico, mas a animação das músicas sempre dançantes.

Pode ser porque são novos, mas os integrantes simplesmente não param. Dançam, agitam e até fazem coreografias que o público todo fez junto. Se não conhece a banda, recomendo, o trompetista da banda tem um gás e faz a galera pirar. Seu maior hit é Safe and Sound, mas indico Kangoroo Curt e Lazy Lies.

Cage The Elephant – me impressionou. Conheci a banda faz uns 2 anos, e achava que era uma banda não tão conhecida. Mas o povo simplesmente correu horrores para vê-los e tinham gurias histéricas do meu lado, querendo chegar o mais perto possível. E a presença de palco? O show já começou estourando, todos os integrantes super animados e o vocal simplesmente tirando a camiseta já na primeira música!

Dó dos gringos nesse solzão, né?! Estou torcendo pra que voltem logo, em algum show solo, pois merecem e tem muito público. Recomendo Shake Me Down e Come A Little Closer.

Julian Casablancas – sou suspeita nesse show confesso, mas também realista. Juliano veio sozinho, ou quase, acompanhado do The Voidz. O show em si é chato, com muito sintetizador na voz porém a banda é muito boa. Então por que valeu? Valeu porque era o Julian, um cara que morro de amores e acho incrível como vocal e cabeça à frente da minha banda favorita Strokes.

Mesmo o show não animando, ele animava com suas brincadeiras, parecia estar bem à vontade ali, e por isso e mais um tudo o show valeu pra mim. MAs já pode voltar par ao Brasil com a gang completa Julian. Recomendo a música 11th Dimension.

Imagine Dragons – gosto, curto e muito essa banda. Fico encantada com a voz e batidas nas músicas, porém no show cheguei atrasada (afinal tive que atravessar um morro pra chegar) fiquei no fundo e aí percebi que o som estava uma merda. Baixo, onde quem estava mais na lateral do palco e no funco não conseguia ouvir direito, e às vezes nem entendíamos em que parte estava a música.

MAS vi partes do show no youtube e aí pude tirar a seguinte conclusão: que puta show! A banda parecia em ecstasy de ver tanta gente assim para assisti-los, as músicas estavam ótimas pena o som ter estragado para alguns. Recomendo Radioactive e principalmente Demons.

Phoenix – vi 3 músicas de Imagine e logo corri pro palco Skol, afinal queria ver Phoenix mesmo. Peguei um lugar meio distante onde ficavam as câmeras que pegam o palco todo, porém na grade. E falo com toda a certeza, e com sentimento de que ainda não me recuperei desse show, FOI O MELHOR SHOW DE SÁBADO.

A banda estava animada, já começou com o mais novo hit, e o vocal como sempre toda hora ia pra galera. E no ápice do show passou por todas as grandes, inclusive na que eu estava, subiu na torre de iluminação e pra finalizar ainda se jogou na galera e que o levou até perto do palco, e tudo isso sem largar seu microfone de fio vermelho. Além disso a banda com dois bateristas, os efeitos com o telão e principalmente o setlist estavam perfeitos, perfeitos! Recomendo 1901, Liztomania e Entertainment.

Muse – fechando o dia de ouro. Cantaram hits, mas faltou alguns. Muitos falaram que o som estava baixo e/ou que o vocal não estava 100%, mas pra mim estava ótimo!!! Show que anima, que vibra, até mesmo você não conhecendo as músicas se consegue curtir.

Abusam de efeitos sonoros, instrumentais, telões e fumaças. Todo mundo que eu vi saiu podre do show de tanto pular, com direito a guitarra sendo atirada pro alto e pra cima do piano. Recomendo Madness (só pra ter uma ideia de como foi).

Outros shows: Disclosure + Lorde + Portugal The Man – esses 3 shows aconteceram ao mesmo tempo que Muse, Phoenix e Imagine Dragons e por isso não vi. Não vi ali no dia, mas já vi alguns bons vídeos e recomendo esses shows.

Disclosure com sua pegada eletrônica encheu o palco Onix mesmo competindo com o Muse, e animou demais. Pra mim, esses meninos ainda vão longe, seu som é diferente, e mesmo não gostando muito de eletrônico viciei neles. Espero que voltem logo!

Lorde a princesa do Indie não fez feio a nenhum artista mais experiente, teve chiliques, falou com o público e cantou muuuuuito!

Portugal The Man é uma banda que conheci tipo semana passada, sim e curti muito. Me lembra um pouco de Foster The People, seu sol é animado e mesclam vozes mais agudas com mais grossas. Vale a pena conhecer!

JURO QUE ACABOU! hahahaha

Foi isso, é isso, espero que tenham gostado. E que venha o Lollapalooza 2015!

 

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2 comentários sobre “LOLLA: A minha experiência no Lollapalooza 2014 (LADO BOM)

  1. Ana Flávia Bonatto disse:

    Oi, meu nome é Ana e eu vou pro Lolla ne 2015. Você sabe me dizer se tem como ficar meio que acampado lá de um dia pro outro? Porque eu comprei o Pass e não sou de SP e rola as festas durante a noite e tal… Enfim, sabe me dizer? Obrigada e ótima matéria sobre o festival!! : – )

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